Luxação escápulo-umeral
A luxação do ombro acontece quando a cabeça do úmero perde o contato com a cavidade da escápula onde ela se encaixa. Pode ser congênita, mais frequente em cães de raças miniatura e toy, ou traumática, causada por quedas, atropelamentos e outros acidentes.
Os sinais clínicos incluem:
- claudicação súbita ou progressiva do membro da frente,
- membro encolhido, sem apoio no solo (impotência funcional),
- dor e desconforto à manipulação do ombro,
- perda de massa muscular nos casos mais antigos.
O diagnóstico é clínico e radiográfico. Em alguns casos, a tomografia computadorizada é necessária para avaliar a congruência da articulação e possíveis malformações associadas.
O tratamento depende da causa, do tempo de evolução e do grau de instabilidade. Luxações traumáticas recentes podem, em alguns casos, ser reposicionadas sem cirurgia e mantidas com bandagem. Quando a articulação continua instável, quando a luxação é recorrente ou congênita, o tratamento é cirúrgico e consiste na estabilização do ombro por técnicas como a transposição do tendão do bíceps, a imbricação da cápsula articular e a reconstrução dos ligamentos com suturas protéticas. Em casos mais graves, com deformidade importante da articulação, pode ser indicada a artrodese ou a ressecção da glenoide.
Osteocondrite dissecante do ombro
O ombro é a articulação mais acometida pela osteocondrose, um distúrbio no desenvolvimento da cartilagem que, quando forma um fragmento solto na superfície articular, passa a ser chamado de osteocondrite dissecante.
A doença afeta principalmente cães de raças grandes e gigantes em fase de crescimento, com sinais que costumam aparecer entre os 4 e os 8 meses de idade. A claudicação geralmente piora após o exercício e pode acometer os dois membros. Por isso, o exame radiográfico deve ser feito em ambos os ombros, mesmo quando o animal manca de um lado só.
O tratamento é cirúrgico e consiste na remoção do fragmento de cartilagem solto e na curetagem do local afetado. Quando feito no momento certo, o prognóstico costuma ser bom, com retorno às atividades normais e menor risco de evolução para osteoartrose.
Recuperação
O pós-operatório inclui controle da dor, restrição de atividades e, em alguns casos, uso de bandagem por um período. A fisioterapia é uma forte aliada para recuperar a força muscular e a amplitude de movimento do ombro.






