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TPLO em cães: como é a cirurgia e como fica a recuperação

Raio-X visto no celular

Receber a indicação de uma cirurgia para o seu cão traz muitas dúvidas de uma vez. Como vai ser o procedimento, se ele vai sentir dor, quanto tempo vai levar para voltar a andar e o que vai mudar na rotina da casa. Quando a cirurgia indicada é a TPLO, essas perguntas têm respostas bem conhecidas, porque essa é hoje a técnica mais utilizada no mundo para tratar a ruptura do ligamento cruzado cranial.

Neste artigo, explicamos como a cirurgia é feita e o que esperar em cada fase da recuperação.

O que é a TPLO

TPLO é a sigla em inglês para Osteotomia de Nivelamento do Platô Tibial. Ela é indicada para tratar a ruptura do ligamento cruzado cranial, uma das lesões ortopédicas mais comuns em cães.

Em vez de tentar substituir o ligamento rompido, a TPLO muda o ângulo da parte de cima da tíbia, o platô tibial. Com essa correção, o joelho passa a ficar estável quando o cão apoia o peso na pata, mesmo sem o ligamento. Saiba mais sobre a técnica.

Por que a TPLO é a técnica mais indicada

  • permite que o cão volte a apoiar a pata logo nos primeiros dias após a cirurgia;
  • apresenta excelentes índices de recuperação, com retorno à função normal na grande maioria dos casos;
  • oferece uma solução biomecânica sólida, que reduz a progressão da artrose a longo prazo.

Como é a cirurgia

Antes da cirurgia

O cão passa por uma avaliação ortopédica completa e por exames de raio-X, que permitem medir a inclinação do platô tibial e planejar a correção. Também são feitos exames pré-anestésicos para avaliar a saúde geral do paciente e garantir a segurança da anestesia.

Durante a cirurgia

O cão recebe anestesia geral associada ao bloqueio locorregional, uma técnica que reduz a dor durante e depois do procedimento. A cirurgiã faz um corte curvo na parte de cima da tíbia, rotaciona o segmento para corrigir o ângulo do platô e fixa o osso com uma placa e parafusos. No CORA, usamos imagem transoperatória para conferir o posicionamento dos implantes ainda durante a cirurgia.

Quando há lesão no menisco, ela é tratada no mesmo procedimento. Em casos de platôs muito inclinados ou de luxação de patela associada, a TPLO pode ser combinada com outras técnicas.

Depois da cirurgia

O cão é acompanhado de perto nas primeiras horas, com controle da dor. Na alta, você recebe as orientações de medicação e de cuidados em casa, e sabe a quem recorrer se surgir qualquer dúvida.

A recuperação, fase por fase

A recuperação completa da TPLO costuma levar de 8 a 12 semanas, até a consolidação do osso. Os prazos abaixo são uma referência geral e podem variar de acordo com o paciente e com a orientação da equipe.

Primeiros dias

É normal que o cão apoie pouco a pata no início. O apoio tende a melhorar de forma gradual ao longo dos dias. Nessa fase, o mais importante é seguir a medicação prescrita, manter o cão em repouso e usar o colar elisabetano para que ele não lamba os pontos. Saídas apenas para fazer as necessidades, sempre na guia.

Até a retirada dos pontos

Os pontos costumam ser retirados entre 10 e 14 dias após a cirurgia. Até lá, mantenha o cão em um espaço restrito, sem acesso a escadas e móveis, e observe diariamente a cicatriz. Nesse período, o cão não deve tomar banho.

Da segunda à oitava semana

As caminhadas na guia começam curtas e vão aumentando aos poucos, conforme a orientação da equipe. Corridas, saltos, brincadeiras com outros cães e passeios sem guia continuam proibidos, porque o osso ainda está em processo de consolidação.

Raio-X de controle

Por volta da oitava semana, um novo raio-X avalia a consolidação do osso. É ele que indica se o cão pode avançar para atividades mais intensas.

Retorno às atividades

Com o osso consolidado, o cão volta gradualmente à rotina normal, incluindo caminhadas mais longas e brincadeiras. A grande maioria dos pacientes retoma a vida ativa, sem dor.

Como preparar a casa

  • separe um espaço pequeno e seguro para o repouso, como um cercadinho ou um cômodo sem móveis altos;
  • cubra pisos lisos com tapetes antiderrapantes;
  • bloqueie o acesso a escadas, sofás e camas;
  • tenha sempre uma guia à mão, inclusive para saídas rápidas;
  • deixe água e comida ao alcance, para que o cão não precise se deslocar muito.

Sinais de alerta

Entre em contato com a equipe se perceber:

  • inchaço, vermelhidão ou secreção na cicatriz;
  • piora repentina do apoio depois de um período de melhora;
  • dor intensa, apatia ou falta de apetite;
  • febre ou qualquer mudança de comportamento que preocupe você.

O papel da fisioterapia

A fisioterapia ajuda a recuperar a força muscular, a amplitude de movimento do joelho e o apoio correto da pata, deixando a recuperação mais rápida e segura. No CORA, os pacientes operados fazem a fisioterapia na própria clínica, acompanhados pela mesma equipe que realizou a cirurgia.

Perguntas frequentes

Meu cão vai sentir dor depois da TPLO?

O controle da dor faz parte de todo o tratamento, da anestesia ao pós-operatório. O bloqueio locorregional e a medicação prescrita deixam o cão mais confortável nos primeiros dias.

A placa precisa ser retirada depois?

Na maioria dos casos, não. A placa e os parafusos permanecem no osso sem causar problemas. A retirada só é indicada em situações específicas, avaliadas pela equipe.

Quando ele vai poder subir no sofá e na cama de novo?

Somente depois da consolidação do osso, confirmada pelo raio-X de controle. Até lá, saltos são uma das principais causas de complicações.

A TPLO pode ser feita nos dois joelhos?

Sim. Como a ruptura costuma ter origem degenerativa, é comum que o outro joelho também seja afetado com o tempo. Quando os dois lados estão comprometidos, a equipe avalia se as cirurgias serão feitas juntas ou em momentos diferentes.

Seu cão recebeu indicação de TPLO?

No CORA, explicamos com clareza cada etapa da cirurgia e acompanhamos o seu cão de perto até a alta. Se você recebeu a indicação em outro lugar e quer ouvir uma segunda opinião, também podemos ajudar.

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